O dia de hoje marca o 73º aniversário da assinatura do armistício que pôs fim, pelo menos no que diz respeito aos combates abertos no campo de batalha, à Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953).… Mais
Kim Yo Jong responde aos EUA: “Desnuclearização é uma ilusão”
No dia 6 de junho, Kim Yo Jong, chefa de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, fez uma declaração que não deixa margem para dúvidas.
O ponto de partida foi o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA ter afirmado na mídia que, na cúpula bilateral do mês passado (maio de 2026), entre Trump e Xi Jinping, ambos os lados teriam reafirmado o “objetivo comum da desnuclearização da RPDC”.
Kim Yo Jong foi direta classificando tal afirmação como uma isso é uma falsificação completa. Continuou que os EUA insistem num “sonho anacrônico” que nunca se realizará, no que se refere ao tópico de desnuclearização. A Coreia deixou claro que jamais negociará sua soberania, sua segurança ou qualquer violação à sua Constituição.
Ela também recordou que, por outro lado, os EUA seguem reforçando a aliança militar agressiva com a Coreia do Sul — agora aprovaram a exportação de projéteis de precisão, como se a realização cotidiana de exercícios que pressupõem o uso de armas nucleares contra a RPDC já não bastasse — e pontuou: “É exatamente por isso que estamos reforçando nossa capacidade autodefensiva”.
Kim Yo Jong reafirmou que o status nuclear da RPDC é irreversível e que, diante do perigoso fortalecimento da aliança nuclear anti-Coreia, o único caminho é continuar expandindo o dissuasivo nuclear autodefensivo, conforme já decidido pela Direção coreana.
O recado final é enfático:
“A arma nuclear é a lógica mais poderosa no debate com aqueles que adoram a força. Jamais toleraremos qualquer ameaça contra a nossa soberania e segurança.”
Ou seja: os EUA podem fazer o que quiserem. A Coreia não vai recuar. E soberania não está em jogo.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
Kim Jong Un visita nova fábrica nuclear e anuncia crescimento exponencial
No último dia 3 de junho, o Marechal Kim Jong Un fez mais uma importante visita orientação que demonstra claramente que o programa nuclear do país não apenas continua, mas está entrando numa nova fase. Desta vez, o local foi uma fábrica de produção de substâncias nucleares recém-inaugurada, equipada com tecnologia de ponta desenvolvida localmente.
Acompanhado pelos quadros do Departamento de Indústria Militar e do Instituto de Armas Nucleares, o líder percorreu os novos processos produtivos e recebeu os números: nos últimos cinco anos, a capacidade de produção de materiais nucleares mais que dobrou. Não é pouca coisa. E mais: o plano agora é acelerar ainda mais.


Os motivos subjacentes
A resposta de Pyongyang é direta: porque o mundo continua hostil e a Coreia jamais irá se desarmar sozinha — ao contrário do que os Estados Unidos, cinicamente, insistem em exigir. Kim Jong Un foi claro ao lembrar que a revolução coreana é uma luta de longo prazo contra os rivais “mais brutais” — uma referência direta aos EUA e seus satélites na região — e que, diante das ameaças existentes e de outras que ainda virão, a única garantia de segurança é ter um dissuasivo nuclear forte, tanto em qualidade quanto em quantidade.
Numa reunião consultiva realizada no mesmo dia, o líder anunciou:
“Determinamos o plano de alcançar o crescimento exponencial das forças armadas nucleares do Estado. Isto constitui uma transformação e um êxito assombrosos, um acontecimento histórico que marcou um ponto de virada.”

Não é a primeira visita. E nem será a última.
Quem acompanha o Instituto Paektu sabe que esta já é a terceira visita de Kim Jong Un a instalações nucleares desde setembro do ano retrasado. Em 2024, ele esteve no Instituto de Armas Nucleares e na base de produção de materiais de uso militar, onde destacou a necessidade de aumentar “em progressão geométrica” o número de artefatos nucleares. Em janeiro de 2025, disse que aquele ano seria o “ponto decisivo” para o plano quinquenal do setor.
Na altura da primeira visita, fizemos uma live onde explicamos em detalhes o que ela revelou pela primeira vez e o seu significado histórico, contando com uma contribuição de peso: uma avaliação técnica do respeitado Almirante Oton Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do programa nuclear brasileiro, que nos ajudou a traçar um paralelo didático de como os norte-coreanos desenvolveram rapidamente sua própria tecnologia de centrífugas e levitação magnética.
Para quem não pôde assistir na época, o replay está disponível no nosso canal. Vale a pena para entender o nível de sofisticação que a Coreia alcançou.
Cumprir fidedignamente a missão de país possuidor de armas nucleares
Kim Jong Un encerrou a visita reafirmando que a vontade da Coreia é firme e audaz: defender a Constituição, garantir a segurança do Estado e usar o desenvolvimento acelerado das armas nucleares como ferramenta para dissuadir a guerra e preservar a paz na região e no mundo.






O recado é o mesmo de sempre, mas com um volume mais alto: a Coreia não vai recuar. E, pelo que os números mostram, tampouco irá desacelerar.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
Arquitetura Juche e a identidade nacional da RPDC
A arquitetura vai além da sua expressão material pura no espaço: ela se desenvolve como um reflexo dos valores culturais, políticos e estéticos de uma sociedade. Na RPDC, a ideia Juche surge como o fundamento principal para o desenvolvimento criativo da arquitetura e do urbanismo, orientando não apenas a estética, marcada pela monumentalidade, simetria e sofisticação, mas também a organização espacial e simbólica das cidades.
Na primeira metade do século XX, um intenso período de resistência contra o imperialismo marcou a Península Coreana, desde a invasão e colonização pelo Império Japonês (1910-1945) até a Guerra de Libertação da Pátria (1950-1953). O contexto da guerra, junto à necessidade de reconstrução do país após 1953, ajudou a moldar a arquitetura como um instrumento material de reconstrução da identidade coreana, que traz a necessidade de superar o passado colonial e desenvolver sua linguagem própria, baseada na tradição coreana somada à modernidade de um futuro autossuficiente e próspero. Além disso, a arquitetura funciona também como uma afirmação visual da vitória sobre o imperialismo. Diante disso, este artigo busca analisar como a ideia Juche orienta a estética e a organização urbana da arquitetura na RPDC.
Fundamentação teórica da arquitetura Juche
O entendimento da arquitetura Juche se dá através da análise do principal material teórico sobre o tema: o texto Sobre a Arquitetura (1991), escrito pelo Dirigente Kim Jong Il, no qual estão estabelecidos os fundamentos da arquitetura sob o olhar do socialismo Juche. Com isso, surgem quatro pilares como base da criação arquitetônica:
1. As massas como prioridade central, em que o povo aparece como sujeito criador e apreciador. Kim Jong Il enfatiza da seguinte maneira: “As massas são sempre colocadas no centro da arquitetura Juche. A arquitetura é produto do homem, criada a seu pedido e existe para ele. […]”. Ou seja, a arquitetura está a serviço do povo e também é criada por ele.
2. Simbolismo de independência, caráter nacional e modernidade. Dessa maneira, a arquitetura norte-coreana mescla elementos tradicionais, como o típico telhado coreano, com o uso de materiais e técnicas modernas. Além disso, a representação simbólica dos ideais de independência, autossuficiência e soberania também têm um papel importante na composição arquitetônica. Podemos observar isso através da grandiosidade e do arrojo dos edifícios de Pyongyang.
3. O coletivismo na criação. No capítulo 4 da obra Kim Jong Il afirma: “A orientação coletivista pode impedir que funcionários individuais dêem orientação arbitrária e burocrática à criação arquitetônica e garantir objetividade e justiça na orientação do trabalho criativo.” Ou seja, na RPDC o processo criativo não é individual, mas sim um trabalho coletivo entre arquitetos e as orientações do Partido, a fim de garantir a qualidade do projeto.
4. A originalidade também aparece como um fator indispensável no processo de criação arquitetônica. De acordo com o Dirigente Kim Jong Il: “O imitacionismo aprisiona os princípios criativos dentro da camisa de força da criação arquitetônica e torna impossível investigar novos métodos e técnicas e aplicá-los com ousadia.”. Assim, a busca pela novidade é essencial para a manutenção da criatividade humana.
Análise urbana e empírica da capital
Na paisagem urbana de Pyongyang, a teoria arquitetônica Juche se materializa através das grandes avenidas e dos edifícios monumentais, onde seus pilares deixam o campo abstrato e passam para a materialidade do espaço urbano.
No topo da Torre Juche, com uma visão ampla de toda a capital, destaca-se a Praça Kim Il Sung, com sua grande área pavimentada destinada às comemorações nacionais. Também chamam atenção os conjuntos residenciais do distrito de Sadong que, apesar de observados a uma distância considerável, destacam-se pela verticalidade e pelo futurismo das formas.

Passando pela larga avenida Hwasong, é possível observar alguns pilares da arquitetura Juche na prática. A contemporaneidade, a verticalidade e a sofisticação dos edifícios seguem coerentemente a lógica criativa estabelecida através do simbolismo de prosperidade e originalidade. Do mesmo modo, a prioridade atribuída às massas também protagoniza os novos projetos, visto que o VIII Congresso do Partido do Trabalho da Coreia estabeleceu a meta de construir novas residências destinadas a 10.000 núcleos familiares por ano.

Os vazios urbanos também são característicos da organização espacial de Pyongyang. Ao contrário da visão capitalista do espaço urbano, que vê o vazio como um desperdício e perda de lucro potencial, a capital coreana utiliza os espaçamentos entre edifícios, as calçadas amplas, as praças e os monumentos como uma expressão de que o público prevalece sobre o privado. A Praça Kim Il Sung sintetiza bem o uso do vazio, que é destinado às grandes comemorações nacionais, simbolizando a união e o pertencimento do povo àquele espaço.
Considerações finais
A análise urbana de Pyongyang nos permite compreender como a arquitetura Juche influencia não apenas esteticamente, como também no próprio modo de viver e na organização espacial da cidade. Caminhar pelas ruas e avenidas, observar os edifícios e o fluxo de pessoas é experimentar materialmente os princípios políticos e culturais do país.
Isso revela que a arquitetura funciona como uma expressão material da identidade nacional norte-coreana, que se baseia fundamentalmente na ideia Juche. A ideia Juche ultrapassa o campo teórico e filosófico, conseguindo também se materializar moldando o espaço urbano das cidades.
Referências
KIM JONG IL. Sobre a arquitetura. Pyongyang: Foreign Languages Publishing House, 1991.
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Eduardo Mendes Fernandez
Instituto Paektu – Brasil
Realizado painel celebrando 114 anos de Kim Il Sung e 100 de Fidel Castro
O Instituto Paektu – Brasil realizou, nesse sábado (18), em conjunto com a Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, o painel “Kim Il Sung e Fidel Castro juntos na luta anti-imperialista”, em celebração do 114º aniversário do natalício do grande Líder coreano e do centenário de nascimento Comandante cubano.
O evento contou com as intervenções do camarada Lucas Rubio, presidente do Instituto Paektu, e do camarada Luis Eduardo Mergulhão, diretor executivo da ACJM-RJ, com mediação do camarada Rodrigo Teixeira, também diretor executivo deste organização.
Realizado na sede da ACJM-RJ, o evento iniciou com a exibição de vídeo e música alusivos à amizade coreano-cubana, forjada na luta conjunta contra o imperialismo e pela construção do socialismo, que continua até os dias de hoje sob as lideranças de Kim Jong Un e Miguel Mario Díaz-Canel.



O camarada Lucas Rubio contou sobre a história de vida do Presidente Kim Il Sung, que nasceu numa humilde cabana em Mangyongdae e deu início à sua carreira política ainda na tenra idade da adolescência quando fundou, há cem anos, em 17 de outubro de 1926, junto a outros jovens coreanos, a União para Derrotar o Imperialismo (UDI) — primeira organização corenaa verdadeiramente comprometida com a revolução.
Prosseguiu sobre a construção do socialismo coreano, que não se limitou a copiar modelos externos, mas pavimentou seu caminho à sua própria maneira, mantendo o princípio da independência como pilar central em todos os ramos da política, economia e ideologia — fato que permitiu aos coreanos se manterem incorruptos diante dos eventos que se desdobraram na arena internacional com o surgimento do revisionismo no seio do Partido Comunista da União Soviética.
Concluiu que o Presidente Kim Il Sung deixou um brilhante legado não apenas para os coreanos, beneficiários do sistema socialista centrado nas massas populares e dotado de independência que ele ergueu, mas também para os demais povos do mundo que anseiam por sua libertação nacional e de classe, com seus incalculáveis aportes teórico-práticos acumulados ao longo de tantas décadas de vitoriosa direção da revolução.



Na sequência, o camarada Luis Mergulhão falou sobre a vida de Fidel Castro Ruz, um combatente intrépido contra o imperialismo e pela independência cubana. Desde a juventude, Fidel se dedicou à luta contra as ditaduras que subjugavam Cuba e à derrubada do regime de Fulgencio Batista, que servia aos interesses dos monopólios estadunidenses. A Revolução Cubana, triunfante em 1º de janeiro de 1959, representou um marco na história da América Latina e do mundo, demonstrando que era possível resistir ao imperialismo a apenas 90 milhas dos Estados Unidos.
Mergulhão destacou a coragem de Fidel ao liderar a defesa da ilha contra a invasão da Baía dos Porcos, ao enfrentar a crise dos mísseis e ao construir um sistema socialista que avançou nas áreas da educação, saúde, ciência e solidariedade internacionalista. Cuba, sob a liderança de Fidel, enviou médicos, professores e combatentes a dezenas de países da África, Ásia e América Latina, materializando o princípio do internacionalismo proletário. O orador também recordou a histórica visita de Fidel Castro à Coreia em 1986, quando se encontrou com o Presidente Kim Il Sung e consolidou os laços de amizade entre os dois povos.
Mergulhão concluiu que Fidel Castro, assim como Kim Il Sung, foi um líder que nunca se curvou ao imperialismo e que legou às novas gerações o exemplo de um revolucionário íntegro, coerente e profundamente comprometido com a causa dos pobres e oprimidos.



Após as exposições, o camarada Daniel abriu o espaço para perguntas do público. Os participantes levantaram questões de grande relevância política, entre elas:
- A mudança da política da RPDC em relação à Coreia do Sul, com o rebaixamento do status do vizinho sulista a “Estado mais hostil”;
- A relação da Coreia com o socialismo chinês no contexto atual das relações internacionais;
- A importância da política nuclear da RPDC para equilibrar o balanço de forças na região e assegurar a posição soberana coreana no cenário internacional.
O debate foi marcado por trocas de alto nível político e teórico entre os oradores e os participantes, demonstrando o elevado nível de compreensão da realidade coreana e da luta anti-imperialista por parte do público presente.



O evento reafirmou a vitalidade da solidariedade internacionalista entre Brasil, Coreia e Cuba, e a necessidade de seguir aprofundando o conhecimento sobre as experiências revolucionárias que resistem ao imperialismo e constroem o socialismo com suas próprias características.
O Instituto Paektu – Brasil agradece a todos os participantes e reafirma seu compromisso com a divulgação da Ideia Juche, com a defesa do socialismo coreano e com a luta anti-imperialista ao lado de todos os povos oprimidos.
Instituto Paektu e ACJM-RJ realizarão evento para comemorar aniversário de Kim Il Sung e Fidel Castro
O Instituto Paektu e a Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro têm a honra de convidar seus membros e seguidores para o Painel «Kim Il Sung e Fidel Castro juntos na luta anti-imperialista», uma realização conjunta dessas organizações.
O evento integra as comemorações do 114º aniversário de nascimento do eterno revolucionário Kim Il Sung, do centenário de nascimento do invicto Comandante Fidel Castro e dos 40 anos de sua histórica visita à República Popular Democrática da Coreia.
O evento contará com as intervenções de Lucas Rubio (presidente do Instituto Paektu – Brasil) e Luis Eduardo Mergulhão (diretor executivo da ACJM-RJ), com mediação de Rodrigo Teixeira (diretor executivo da ACJM-RJ).
Data: 18 de abril de 2026
Horário: 9h
Formato: presencial com transmissão online
Local: Sede da ACJM-RJ – Avenida Treze de Maio, 23, salas 1623/1624, Centro, Rio de Janeiro
Inscrições obrigatórias com vagas limitadas pelo link: https://forms.gle/CZcsk7PTVM8Pnmuw8
Acesso: somente serão admitidos no auditório os inscritos via formulário virtual, mediante apresentação de documento de identificação com foto (conferência com a lista de inscritos).
Contamos com a participação e divulgação de todos!

114 anos de Kim Il Sung: sua vida através de fotos
Neste dia 15 de abril, o Instituto Paektu – Brasil se junta aos coreanos e aos povos de todo o mundo em celebração do 114º aniversário do natalício do Presidente Kim Il Sung, o grande Líder da Coreia, cujo legado transpassa fronteiras e inspira a luta por independência e justiça em todos os continentes.
Nascido numa pequena cabana em Mangyongdae, nos arredores de Pyongyang, Kim Il Sung dedicou sua vida à libertação da Coreia do domínio colonial japonês e à construção de um Estado socialista independente. Liderou a luta armada contra o Japão nas décadas de 1930 e 1940, fundou o Exército Revolucionário Popular da Coreia e, após a libertação em 1945, organizou o Partido do Trabalho da Coreia e o governo da República Popular Democrática da Coreia, proclamada em 9 de setembro de 1948.
Foi o criador da Ideia Juche, que se tornou o pensamento orientador do Estado coreano e uma contribuição original ao arcabouço teórico da luta revolucionária comunista mundial. Sob sua liderança, o país se reconstruiu após a devastação da guerra provocada pelos Estados Unidos (1950-1953), realizou reformas agrárias que entregaram a terra aos camponeses, nacionalizou a indústria em benefício do povo trabalhador e estabeleceu sistemas universais e gratuitos de educação e saúde. Foram criadas moradias populares, escolas, hospitais e creches em todo o país, e o povo passou a viver com dignidade, sem impostos e com o Estado assumindo toda a responsabilidade por seu bem-estar.
A memória do Presidente, contudo, não se limita às fronteiras da Coreia. Líderes e movimentos de libertação nacional na Ásia, África e América Latina, partidos comunistas e organizações populares ao redor do mundo buscaram inspiração em sua obra e em sua determinação inabalável. A Ideia Juche, com suas contribuições teóricas e práticas originais validadas de modo inequívoco na prática revolucionária coreana, ecoa até hoje entre os povos que resistem à exploração capitalista e à dominação imperialista e aspiram a um futuro socialista, digno e livre de opressão.
Por isso, celebramos o Presidente Kim Il Sung não apenas como o fundador da Coreia Popular, mas como um símbolo eterno da luta de classes e da emancipação dos povos oprimidos — um farol que continua a iluminar o caminho daqueles que recusam se curvar ao jugo do capital e do imperialismo.
Esperamos que as imagens a seguir ajudem a conhecer um pouco da nobre vida revolucionária do grande Líder, cuja trajetória permanece como fonte de inspiração e orgulho para todos os que acreditam na libertação dos povos e na construção de um mundo justo e soberano.
Instituto Paektu – Brasil
370 mil novas moradias e desenvolvimento local: as metas de Kim Jong Un para o próximo quinquênio
Na última segunda, 23 de março, durante o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), Kim Jong Un, reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais, proferiu um histórico discurso de orientação política no qual fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, traçou as diretrizes para o novo ciclo e apresentou importantes direções para o desenvolvimento do Estado nos próximos anos.
Balanço dos sete anos da XIV Legislatura
O líder iniciou sua fala destacando que os anos da XIV Legislatura da APS — de 2019 a 2026 — foram um período que exigiu escolhas importantes e nova coragem para a construção socialista e para o governo da República. Durante esse tempo, a estratégia de construção estatal baseada na linha revolucionária da independência se tornou ainda mais imutável.
Enumerou os avanços alcançados no período, destacando que, no curso da luta para vencer desafios e avançar com as próprias forças, o entusiasmo patriótico de todo o povo aumentou rapidamente e, em proporção direta, a força interna da revolução se fortaleceu incomparavelmente.
“Em uma palavra: espiritual, prática e materialmente obtivemos muitas coisas muito preciosas”
A consolidação da força nuclear como garantia de segurança
Um dos pontos centrais do discurso foi a reafirmação da política nuclear como pilar inegociável da soberania nacional. Kim Jong Un recordou que, durante a XIV Legislatura, a República legalizou a política nuclear e a fixou na Constituição do Estado, acelerando o fortalecimento da força nuclear para acumular a força absoluta capaz de dissuadir a guerra e garantir o equilíbrio de forças na região.
“A realidade mundial de hoje, em que a dignidade e os direitos dos Estados soberanos são pisoteados impotentemente pela força unilateral e pela tirania, ensina claramente o que é verdadeiramente a garantia da existência estatal e a garantia da paz.”
O líder recordou, ainda, que a construção do poderio nuclear não se trata de “gastar todo o dinheiro do país com as forças armadas enquanto o resto passa necessidades”, como alguns dizem, mas é algo que garante e impulsiona firmemente o desenvolvimento de todos os setores do país, incluindo economia e cultura, e a melhoria da vida do povo.
O novo Plano Quinquenal e as metas de desenvolvimento
Kim Jong Un detalhou as metas econômicas para o novo quinquênio, destacando que o governo deve concentrar investimento estatal na renovação técnica do conjunto da economia nacional, especialmente nos setores de base.
“O desenvolvimento equilibrado de todos os setores, domínios e regiões não pode ser pensado à margem da renovação técnica integral do setor econômico”
Entre os objetivos estabelecidos estão:
- Aumentar a produção industrial em 1,5 vez;
- Alcançar a meta de produção de grãos para resolver o problema alimentar;
- Modernizar o setor pesqueiro com novos barcos e ampliação da aquicultura;
- Expandir a produção de bens de consumo com a renovação das fábricas de indústria leve;
- Construir moradias para 370.000 núcleos familiares durante o quinquênio, com atenção especial à transformação de todas as vilas mineiras em cidades modernas e cultas (como anunciado aqui);
- Avançar na política de desenvolvimento local, erguendo a cada ano obras em 20 cidades e condados, de modo que, em cinco anos, 70% do território nacional esteja coberto por novas criações do desenvolvimento e da civilização.
Estes objetivos não são senão a continuação melhor e em maior escala daquilo que já veio sendo executado nos últimos anos, dando frutos para melhorar a vida da população e fortalecer a economia nacional. Sobre a construção massiva de moradias, veja nosso post a seguir:
O fortalecimento do sistema jurídico e o anúncio do sistema policial
Um dos anúncios mais significativos do discurso foi a intenção de introduzir um sistema policial no país. Kim Jong Un explicou que a medida visa completar o arcabouço legal para garantir a segurança interna e a estabilidade social, além de fortalecer os regimes legal e estatal por meio do estabelecimento de um sistema orgânico eficaz e de funções bem definidas.
Segundo ele, a criação de um sistema policial é uma exigência natural da administração estatal e, por si só, a palavra “polícia” não carrega qualquer conotação negativa. A mudança traria vantagens como a clara distinção das atribuições entre os órgãos judiciais, a melhoria da cooperação entre eles e a possibilidade de colaboração com forças policiais de outros países.
O líder revelou que, há vários anos, os setores correspondentes vêm conduzindo pesquisas aprofundadas e preparativos nessa direção. Quando o sistema for formalmente apresentado, orientou, devem ser feitos os preparativos necessários para reorganizar imediatamente as Forças de Segurança Pública como força policial, acompanhados de um trabalho de esclarecimento para que a população compreenda corretamente a medida.
A posição internacional e a relação com a Coreia do Sul
Sobre o cenário internacional, Kim Jong Un avaliou que a única certeza que se pode ter diante da complexidade e imprevisibilidade atuais é justamente a imprevisibilidade, com uma única exceção: a natureza agressiva do imperialismo, que, segundo ele, permanece absolutamente inalterada.
Em relação à Coreia do Sul, o líder foi enfático ao reafirmar a linha já estabelecida nos últimos anos: o lado sul deixou de ser tratado como “compatriota” e passou a ser encarado como uma entidade absolutamente hostil, alinhada aos interesses militares dos Estados Unidos na região. Kim Jong Un declarou que não haverá tolerância com qualquer tentativa de violar os direitos soberanos, a segurança ou o direito ao desenvolvimento do Estado coreano. O país será oficialmente tratado como o Estado mais hostil, com todas as palavras e ações deixando isso claro, e qualquer ato de provocação contra a República será respondido sem hesitação, consideração ou misericórdia, fazendo com que os responsáveis paguem o preço por seus atos.
Recordou, entretanto, que a RPDC não é, de forma alguma, oposta à paz. Desejam-na, mas não irão implorar ou esperar que a concedam de boa vontade. Em vez disso, tomarão o único meio capaz de assegurá-la: a força.
“Embora possa haver várias alternativas possíveis para garantir a segurança do Estado e a paz e estabilidade da região, a opção mais certa, permanente e confiável é tomar os mais poderosos meios de força que ninguém pode ousar desafiar, e precisamente este é trabalho a que estamos nos dedicando agora.”
Kim Jong Un ressaltou, ainda, que as forças independentes e progressistas ao redor do mundo têm se fortalecido como contraponto às investidas hegemônicas, e que esse movimento tende a se intensificar diante da crescente agressividade imperialista. Nesse contexto, a diplomacia da República seguirá firme no propósito de ampliar relações com países que compartilham os princípios de soberania, respeito mútuo e justiça internacional, contribuindo ativamente para a construção de uma ordem mundial multipolar, equitativa e livre de dominação.
A unidade do povo como força motriz
Kim Jong Un concluiu o discurso destacando que o futuro do Estado — que conecta sua longa e grande história ao melhor porvir — está nas mãos de todos, e que o sucesso dependerá inteiramente do esforço e da luta coletiva.
Conclamou, então, que todos se dediquem com vigor e perseverança aos próximos cinco anos, para que este período se torne um trecho de transformações excelentes e gratificantes no caminho de avanço rumo ao ideal socialista, em prol de um Estado que se desenvolverá ainda mais de forma incomparável.
O discurso completo pode ser encontrado em nossa biblioteca virtual aqui.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
Kim Jong Un reeleito Presidente da Comissão de Assuntos Estatais na 1ª sessão da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema
No último domingo, 22 de março, foi iniciado em Pyongyang o 1º período de sessões da XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento da República Popular Democrática da Coreia. O evento, que reuniu os deputados recém-eleitos no pleito do dia 15, teve como pontos centrais a reeleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos e a composição dos órgãos de direção nacional para o novo ciclo.
O que é a Assembleia Popular Suprema
Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. A Assembleia Popular Suprema é o órgão máximo do poder estatal na RPDC, funcionando como um parlamento unicameral. Seus deputados são eleitos a cada cinco anos em eleições com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Entre as atribuições da APS estão a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais (o chefe de Estado), a nomeação do primeiro-ministro e dos membros do Conselho de Ministros, a aprovação do orçamento nacional e a deliberação sobre leis e emendas constitucionais.
A XIV Legislatura, encerrada neste ano, atuou por sete anos — período marcado, segundo o balanço oficial, pela promulgação de centenas de leis, incluindo a Lei sobre a Política de Forças Nucleares, e pela consolidação institucional das diretrizes estabelecidas pelo Partido.
Discurso de abertura e composição da nova legislatura
A sessão foi aberta pelo deputado Ko Kil Son, secretário do Presidium da APS, com a interpretação do hino nacional. Em seu discurso de abertura, Ko Kil Son fez um balanço dos sete anos da legislatura anterior, classificando-os como “uma década cheia de glórias em que se abriu uma nova era dourada em todas as esferas” da vida estatal. Ressaltou que, graças à perspicácia e à capacidade política de Kim Jong Un, “foram apresentadas as orientações políticas que têm significado estratégico na existência, fortalecimento e desenvolvimento do país” e que se abriu “o caminho para a construção do Estado socialista mais poderoso, avançado e popular”.
O secretário do Presidium apresentou, então, a composição da nova legislatura, informação de grande importância para compreender a base social do parlamento coreano. Dos 687 deputados eleitos para a XV Legislatura, a distribuição por ramos de atividade é a seguinte:
- Indústria: 201 deputados;
- Agricultura: 100 deputados;
- Administração territorial, silvicultura, urbanismo e serviço: 15 deputados;
- Ciências, indústria informática, educação, saúde pública, literatura e arte, imprensa e informação, esporte e história revolucionária: 70 deputados;
- Órgãos do poder: 170 deputados;
- Entidades sociais: 10 deputados;
- Partidos amigos e entidades religiosas: 6 deputados;
- Órgãos partidários: 53 deputados;
- Instituições das forças armadas: 62 deputados.
Do total, 108 deputadas compõem a legislatura, refletindo a participação feminina no parlamento. Estiveram ausentes da sessão 5 deputados que trabalham na Chongryon (Associação Geral de Coreanos no Japão) e 6 por motivos de saúde; os demais 676 deputados participaram presencialmente.
Compareceram, ainda, na qualidade de observadores 1.252 funcionários de órgãos centrais e locais, incluindo quadros do Comitê Central do Partido, do Presidium da APS, do Conselho de Ministros e das instituições das forças armadas, além de secretários responsáveis dos comitês partidários provinciais e presidentes dos comitês populares das cidades e condados.
Balanço da legislatura anterior
Fez uso da palavra Choe Ryong Hae, que havia presidido o Presidium da XIV Legislatura. Em seu discurso, ele fez um balanço dos sete anos de atividades do parlamento anterior, destacando as centenas de leis promulgadas, emendadas ou complementadas ao longo do período — entre elas, leis que consolidaram a posição do país como possuidor de armas nucleares e outras que, segundo ele, “puseram de pleno manifesto a superioridade do regime socialista ao estilo coreano”.
Choe ressaltou que sua experiência à frente do Presidium lhe permitiu perceber “a verdade absoluta de que a prosperidade eterna e a invencibilidade de nossa pátria residem em apoiar fielmente a ideia e a orientação do camarada Kim Jong Un“. Expressou seu sentimento de não ter podido responder com maiores resultados à confiança depositada, e pediu aos novos deputados que glorifiquem a XV Legislatura como um período de alinhamento com o IX Período do Comitê Central do Partido.
A sessão agradeceu a Choe Ryong Hae por seus méritos na execução das políticas do Partido e do Estado, registrando sua saída após estimular os novos deputados.
Eleição da Presidência da APS
Antes do debate dos pontos da agenda, a sessão procedeu à eleição da nova presidência da Assembleia. O deputado Jo Yong Won foi eleito presidente da APS, com Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes. Em seu juramento, Jo se comprometeu a apoiar com fidelidade a direção de Kim Jong Un, ser fiel à Constituição e se empenhar pela materialização da política de dar primazia às massas populares.
Pontos da agenda
Foram apresentados como pontos da agenda do 1º período de sessões:
- Eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC;
- Eleição dos órgãos de direção estatal;
- Eleição das comissões da APS (Legislação, Orçamento e Relações Exteriores);
- Emendação e complementação da Constituição Socialista;
- Implementação do Plano Quinquenal para o Desenvolvimento da Economia Nacional apresentado pelo IX Congresso do Partido;
- Balanço da execução dos orçamentos estatais de 2025 e orçamentos para 2026.
A reeleição de Kim Jong Un como Chefe de Estado
O primeiro e mais importante ponto da agenda foi a eleição do Presidente da Comissão de Assuntos Estatais — o cargo máximo do Estado coreano.
O deputado Ri Il Hwan subiu à tribuna para apresentar a proposta. Em seu discurso, afirmou que “o resultado da eleição do Chefe de Estado decidirá o sucesso ou o fracasso da construção socialista em nova etapa, o porvir de nosso Estado e povo e o curso de seu desenvolvimento”.
Ri Il Hwan fez uma extensa exposição sobre o significado do cargo e a trajetória de Kim Jong Un à frente do país. Segundo ele, “a força da Coreia não reside em um superpotente armamento nem na única constituição, mas na convicção de autoestima e na coragem política do camarada Kim Jong Un, incomparáveis a nada e ninguém no mundo”. Ressaltou que o povo coreano, unido em torno de seu líder, obteve méritos impossíveis de alcançar mesmo em setenta anos, e que hoje experimenta “a implementação magnífica dos propósitos e desejos que queria alcançar já desde o dia da fundação da República”.
O orador recordou as proezas atribuídas a Kim Jong Un no período recente: a abertura da “era do desenvolvimento integral”, a condução da primeira etapa da nova revolução, a transformação do passado e presente do país. Concluiu propondo “atribuir de novo o cargo importante de Presidente dos Assuntos Estatais da RPDC ao camarada Kim Jong Un, recolhendo a unânime vontade de todo o povo”.
A proposta foi recebida com aclamações de “Viva!” e aplausos de todos os deputados, sendo aprovada por unanimidade. A APS declarou solenemente a eleição de Kim Jong Un como Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC.
Eleição dos órgãos de direção estatal
Como segundo ponto da agenda, a sessão elegeu a composição dos órgãos de direção do Estado.
O próprio Kim Jong Un propôs o projeto de composição da Comissão de Assuntos Estatais. A sessão elegeu os nomes recomendados por ele para os cargos de primeiro vice-presidente, vice-presidentes e membros da comissão.
Foram eleitos:
- Presidente: Kim Jong Un
- Primeiro vice-presidente: Jo Yong Won
- Vice-presidente: Pak Thae Song
- Membros: Kim Jae Ryong, Ri Hi Yong, Jong Kyong Thaek, Kim Song Nam, Ju Chang Il, Choe Son Hui, No Kwang Chol, Kim Tok Hun, Ri Chang Dae, Pang Tu Sop, Kim Chol Won.
Na sequência, foi eleito o Presidium da APS, com Jo Yong Won como presidente, Kim Hyong Sik e Ri Son Gwon como vice-presidentes, e Ko Kil Son como secretário.
A sessão também elegeu o primeiro-ministro do Conselho de Ministros. Pak Thae Song foi designado para o cargo e, em seguida, apresentou a lista dos membros do gabinete, que foi aprovada por unanimidade. Foram nomeados 39 ministros e dirigentes de órgãos centrais, abrangendo desde Relações Exteriores até Indústria Carbonífera, Indústria de Energia Atômica, Finanças, Educação, Saúde Pública e Cultura.
Também foram nomeados o presidente da Procuradoria Suprema (Kim Chol Won) e eleito o presidente do Tribunal Supremo (Choe Kun Yong).
Eleição das comissões da Assembleia
Como terceiro ponto, foram eleitas as três comissões permanentes da Assembleia:
- Comissão de Legislação: presidida por Ri Hi Yong;
- Comissão do Orçamento: presidida por An Kum Chol;
- Comissão de Relações Exteriores: presidida por Kim Song Nam.
Juramento do primeiro-ministro
Em representação dos membros do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro Pak Thae Song fez um juramento perante a APS. Comprometeu-se a ser fiel à Constituição e a responder com notáveis resultados de trabalho à confiança do Partido e do povo.
Destacou que o Conselho de Ministros tomará como tarefa principal da construção econômica “preparar o fundamento para desenvolver de maneira estável e sustentada a economia nacional, segundo a meta geral do IX Período do Comitê Central do Partido, e melhorar substancialmente a vida populacional”.
Jurou solenemente cumprir suas responsabilidades “no momento muito importante e chave em que se abre a nova era de auge da revolução do Juche”.
Os próximos passos
A sessão prossegue agora com a discussão dos demais pontos da agenda — entre eles, a emendação da Constituição Socialista, a implementação do Plano Quinquenal e a aprovação dos orçamentos para 2026. As decisões finais devem ser anunciadas nos próximos dias.
Com a eleição dos órgãos de direção estatal e a recondução de Kim Jong Un como Chefe de Estado, a Coreia conclui o ciclo de formação de suas instituições para o novo período, alinhando o parlamento e o governo às diretrizes estabelecidas pelo IX Congresso do Partido.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
Coreanos vão às urnas para eleger a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema
No último dia 15 de março, a República Popular Democrática da Coreia realizou as eleições para a XV Legislatura da Assembleia Popular Suprema (APS), o parlamento do país. Em todas as províncias, cidadãos compareceram às urnas para exercer o direito de voto e escolher seus representantes para o órgão máximo do poder estatal.
Como funcionam as eleições na Coreia
Para quem não está familiarizado com o sistema político coreano, vale uma breve contextualização. As eleições parlamentares ocorrem a cada cinco anos (e as locais, a cada quatro anos), com voto secreto e universal para cidadãos a partir de 17 anos. Três partidos compõem o espectro político — o Partido do Trabalho da Coreia (força dirigente), o Partido Social Democrata Coreano e Partido Chondoísta Chongu —, além de candidatos independentes.
Um ponto importante é que Kim Jong Un não concorre nesta eleição; os deputados eleitos são representantes locais, como gerentes de fábricas, médicos, professores e camponeses, que continuam em seus postos de trabalho após eleitos.
Para uma explicação mais detalhada sobre o funcionamento do sistema eleitoral, requisitos para candidatura, o papel dos partidos e o histórico das eleições na RPDC, confira nosso texto explicativo completo aqui.
O voto do líder
O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, participou da votação na Mina Carbonífera Juventude de Chonsong, localizada no Complexo Carbonífero Juventude da Região de Sunchon, uma das principais jazidas do país, votando pela circunscrição eleitoral nº 48 do colégio nº 150.
Após receber a cédula do presidente do comitê eleitoral, o Secretário-Geral votou a favor de Jo Chol Ho, gerente da mina e candidato a deputado. Em conversa com o candidato, incentivou-o a manter-se fiel à responsabilidade como representante do povo, tendo sempre presente a confiança depositada pelos trabalhadores da mina e pelos habitantes da região.



O significado do voto na mina
Em seu discurso aos eleitores presentes, Kim Jong Un explicou por que escolhera justamente aquele local para votar: sempre respeitou profundamente os mineiros e quis compartilhar com eles aquele momento significativo. Recordou que a classe operária coreana é a força mais poderosa de criação e transformação na sociedade, e que os trabalhadores do setor carbonífero ocupam um lugar especial nesse conjunto por estarem na vanguarda da construção estatal.
O líder fez questão de mencionar as famílias que dedicam gerações ao trabalho nas minas — aquelas que percorrem “geração após geração os caminhos de galerias subterrâneas de milhares de metros que outros temem”. Para ele, esse tipo de dedicação só é possível por um amor genuíno ao país, o que torna os mineiros “os mais preciosos e confiáveis” cidadãos.
Agradeceu não apenas aos trabalhadores, mas também às esposas e mães dos mineiros, que acompanham e apoiam seus familiares na tarefa de produzir carvão para o país.

Carvão e desenvolvimento nacional
Kim Jong Un aproveitou a ocasião para reiterar a importância estratégica do carvão para a economia coreana — “o alimento de nossa indústria” e a base energética do desenvolvimento autossustentado. Explicou que, quanto mais o país avança, mais aumenta a demanda por carvão, já que as indústrias centrais o utilizam como combustível e matéria-prima.
Lembrou que o recente IX Congresso do Partido estabeleceu como meta para o novo quinquênio aumentar a produção do setor carbonífero em 1,2 vez em relação aos níveis atuais. Manifestou confiança de que a Mina de Chonsong, que sempre manteve forte produção abastecendo a capital, continuará na vanguarda desse esforço.

Transformação das zonas mineiras
Um dos anúncios mais significativos do dia foi a decisão do Partido de priorizar a melhoria das condições de vida dos mineiros. Kim Jong Un revelou que o Comitê Central já havia discutido no Congresso a necessidade de construir moradias dignas, transformar as vilas mineiras e modernizar tecnicamente o setor.
Segundo ele, este trabalho não pode mais ser adiado: é preciso eliminar o atraso das áreas de mineração, que já não condiz com o prestígio do país nem com as exigências da nova época. Anunciou que, nos próximos anos, todas as vilas de carvoeiros serão convertidas em cidades modernas e culturais, seguindo o exemplo da zona de Komdok, transformada recentemente em um “lugar ideal”. Uma estratégia de curto, médio e longo prazo será elaborada em breve.
Ao visitar as instalações da mina e verificar as condições de produção, o líder reforçou a necessidade de aumentar o investimento estatal no setor. Comparou a extração de carvão ao cultivo agrícola: assim como a agricultura é necessária para a vida das pessoas, o carvão é indispensável para o Estado. Defendeu que as minas sejam padronizadas, com processos mecanizados e informatizados, para melhorar as condições de trabalho e a base material de todo o setor.
Em tom pessoal, confidenciou que, ao longo dos anos, sempre que pensava nos momentos difíceis da luta revolucionária, vinham-lhe à mente primeiro os esforços anônimos dos carvoeiros, e que sempre sentiu gratidão por eles. Por isso, afirmou que “não se deve economizar nada” quando se trata de melhorar suas vidas.
Antes de partir, posou para fotografias com os mineiros, beneméritos laborais e funcionários da mina, expressando sua esperança de que os trabalhadores da Mina de Chonsong coroem com aumento produtivo o primeiro ano de implementação das resoluções do Congresso.



Eleições em todo o país
Em todas as localidades da Coreia, as eleições transcorreram com ampla participação. Veteranos de guerra, operários de complexos metalúrgicos e minas carboníferas, trabalhadores agrícolas etc. votaram com entusiasmo, aproveitando a ocasião para reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento rural.
Citada pela Agência Central de Notícias da Coreia (ACNC), Jon Yong Suk, secretária-geral da circunscrição eleitoral nº 37 do colégio nº 567, avaliou que as eleições demonstraram mais uma vez a superioridade e o caráter democrático do regime eleitoral coreano.
Alguns dos eleitos, como Ryang Il, chefe da Direção de Comunicações da província de Hwanghae do Norte, e Kim Ju Song, chefe do forno do Complexo Siderúrgico Kim Chaek, declararam que trabalharão com ainda mais empenho pela prosperidade da pátria, honrando a confiança depositada pelas massas.










Os compatriotas do exterior também retornaram à pátria para participar do pleito. Na circunscrição nº 17 do colégio nº 22, membros da Associação Geral de Coreanos na China e da Associação de Trabalhadores Econômicos Coreanos Residentes na China compareceram às urnas com orgulho e dignidade.
Ri Sun Nam, primeira vice-presidenta da Associação Geral de Coreanos na China, disse que só na pátria é possível ver a população tão jubilosa com a consolidação do poder revolucionário. Ryang Kum Hae, da Associação de Trabalhadores Econômicos, afirmou que a RPDC, que sempre coloca as massas populares em primeiro lugar, continuará sendo um Estado socialista invicto. Ko Yong Sok, vice-presidente da mesma associação, prometeu que os coreanos na China apoiarão com lealdade a orientação do Marechal e intensificarão os movimentos patrióticos pela prosperidade da pátria.


Com a conclusão das eleições, a Coreia inicia agora o processo de organização da nova legislatura, que deverá se reunir nos próximos meses para dar início aos trabalhos parlamentares do novo ciclo.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências
IX Congresso do Partido termina com aprovação do novo Plano Quinquenal e grande desfile militar
O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia chegou ao fim na última quarta-feira, 25 de fevereiro, em Pyongyang, após seis dias de deliberações que resultaram na aprovação do novo Plano Quinquenal, na reeleição de Kim Jong Un como Secretário-Geral e na definição das diretrizes políticas e econômicas para o próximo período. O encerramento foi marcado por um discurso do líder e por um grande desfile militar na Praça Kim Il Sung.
A 1ª reunião do Bureau Político e a finalização do plano
Antes da sessão de encerramento do Congresso, foi realizada, no dia 25, a primeira reunião do Bureau Político do IX Período do Comitê Central, presidida por Kim Jong Un.



A reunião teve como tarefa principal consolidar as contribuições dos delegados nas reuniões setoriais dos dias anteriores e finalizar o anteprojeto da resolução do Congresso. Os membros do Bureau Político que dirigiram as reuniões de consulta informaram a Kim Jong Un os pontos que demandavam emendas ou complementos. Após ouvir as opiniões, o Secretário-Geral deu indicações importantes, e o Bureau Político determinou o projeto final da resolução, decidindo apresentá-lo ao plenário do Congresso.
Foram revisados e aprovados também os projetos do Plano Quinquenal para 20 setores principais da economia nacional, bem como a resolução sobre o plano de trabalho para 2026 — primeiro ano de implementação das decisões do Congresso. Além disso, o Bureau Político analisou os anteprojetos da nova coleção de palavras de ordem e da coletânea explicativa dos Estatutos do Partido, decidindo divulgá-los em todo o Partido após os ajustes finais.
Sexto dia de Congresso e o discurso de encerramento proferido por Kim Jong Un
De volta ao plenário do Congresso, Kim Jong Un proferiu seu discurso de encerramento, no qual fez um balanço do significado do evento e traçou as tarefas para o próximo quinquênio.
“O IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia concluirá suas tarefas após debater e decidir com responsabilidade sobre todos os pontos da agenda que abordou” — iniciou.
“Definitivamente, analisamos que obtivemos os êxitos que desejávamos em todas as tarefas e no programa do congresso. Este foi o grande balanço de uma luta realmente árdua e representa o começo de uma nova trajetória.”
Kim Jong Un agradeceu aos delegados pelo trabalho e estendeu seu reconhecimento a todos os militantes, à população e às Forças Armadas, que “com sua típica disposição de sustentar o Partido com invariável lealdade e firmeza, asseguraram o êxito do congresso”.
Sobre os resultados do encontro, afirmou que “através do evento, analisamos e revisamos com acerto os êxitos e as experiências do período de que prestamos conta, com o qual comprovamos a justeza de nossa ideia e causa e o bom rumo que tomam nossas tarefas”. Destacou, ainda, que foram esclarecidas “tarefas e metas em todas as esferas como a política, a economia, a defesa e a cultura”, o que permitirá “acelerar com mais ânimo a luta pelo desenvolvimento integral do socialismo”.


O líder resumiu o espírito central do Congresso em uma frase: “consolidar os êxitos da luta em que abrimos a era do desenvolvimento integral e obter frutos maiores em uma etapa mais alta”. E conclamou todos a “hastear esta ideia e espírito como bandeira da luta e do avanço”.
Sobre o novo Plano Quinquenal, afirmou que seu cumprimento “cabe a todos os delegados aqui presentes e ao órgão de direção do Comitê Central do Partido recém-eleito”. Orientou que os delegados, por conhecerem melhor que ninguém o espírito do Congresso, “devem se pôr à frente da nova luta histórica” e “trabalhar com tenacidade na primeira linha por materializar a resolução”.
Aos membros do novo Comitê Central, dirigiu-se dizendo que “hoje são incomparavelmente grandes a demanda e a expectativa da pátria, da revolução, dos militantes e do povo”, e que todos devem “recordar em todo momento o juramento que fizeram ante o congresso”.
Concluiu com uma convocação:
“Levantemo-nos com a férrea vontade, convicção, segurança e confiança em prol da eterna prosperidade de nossa gloriosa pátria, a República Popular Democrática da Coreia, e o bem-estar de nosso povo.”
E declarou encerrado o IX Congresso do Partido do Trabalho da Coreia.

O grande desfile militar comemorativo
Ainda no dia 25, à noite, foi realizado na Praça Kim Il Sung um desfile militar em celebração do IX Congresso do Partido. O evento contou com 50 colunas de marcha, incluindo formações da cavalaria de honra, tropas de todas as especialidades, forças de operações especiais, paraquedistas e esquadrilhas de aviões.
A Praça estava ornamentada com iluminações decorativas, e o público incluía delegados do Congresso, beneméritos, inovadores laborais, quadros veteranos do Partido e das Forças Armadas, além de representantes de coreanos do Japão e da China.
Quando Kim Jong Un chegou à tribuna acompanhado do pessoal do comando do Exército Popular, foi saudado por estrondosas aclamações de “Viva!” e fogos de artifício


Ao som do hino nacional, foi realizada a cerimônia de içamento da bandeira nacional, com uma salva de 21 tiros em celebração do exitoso congresso.


Na sequência, Kim Jong Un proferiu um discurso ressaltando o significado do congresso, dessa reunião na Praça Kim Il Sung e o papel protagonista desempenhado pelo Exército Popular na defesa da pátria e na construção socialista.
“Faz cinco anos que, aqui, juramos e empreendemos uma nova busca. Alcançamos o que nos propusemos e hoje estamos de novo neste lugar para começar outra luta sagrada que devemos continuar”
Destacou o papel do Exército Popular na defesa da soberania e na execução das políticas do Partido: “Ao Exército Popular corresponde seguir desempenhando fidedignamente o papel protagonista de nossa grande era como forças armadas revolucionárias fiéis ao Partido, cerne da defesa nacional, desbravador de mudanças enormes e artífice da felicidade do povo”.
Em relação à postura de defesa, foi enfático: “Nosso exército responderá com o ataque de retaliação imediata e inclemente à hostilidade militar de qualquer força que atente contra a soberania, a segurança e os interesses nacionais”. E acrescentou que as forças armadas devem “possuir a disposição ideológica de quebrantar de antemão a vontade de guerra do inimigo e a preponderante capacidade técnico-militar que assegura a vitória em qualquer combate”.

Após o discurso, as colunas militares iniciaram a marcha. Desfilaram formações de guarda-costas, forças navais e aéreas, tropas de operações especiais, divisões de tanques e carros blindados, infantaria motorizada, franco-atiradores, tropas de montanha, paraquedistas, além de formações do Ministério da Segurança Pública e do Exército Vermelho Operário-Camponês.
Encerrando a marcha, passaram os cadetes das escolas revolucionárias, da Academia Militar Kim Il Sung, da Academia Militar Política Kim Jong Il e outras, formando as futuras gerações de oficiais.







Especial menção merecem as colunas das tropas de operação no exterior e a dos regimentos de engenheiros militares no exterior, que lutaram bravamente em Kursk contra o regime neonazista de Kiev.



Uma função artística tomou, então, a Praça, com apresentações que exaltavam as façanhas do Partido e a firme vontade do povo.



O desfile foi descrito pela imprensa oficial como “um festival político e militar que manifestou plenamente a invencibilidade da causa revolucionária do Juche”.
Com o encerramento do Congresso e a realização do desfile, a Coreia dá início oficialmente ao novo ciclo político de cinco anos, tendo como guia as resoluções aprovadas e o novo Plano Quinquenal para o desenvolvimento econômico e social do país.
Instituto Paektu – Brasil
(com informações da ACNC)
Referências



















































